segunda-feira, 24 de novembro de 2014

CSJT recomenda aos TRTs que disponham de historiador em seus quadros de pessoal


Com o objetivo de estimular as ações de preservação da memória do Judiciário Trabalhista, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) publicou a Recomendação nº 18/2014, que aconselha os Tribunais Regionais do Trabalho que disponham, no mínimo, de um cargo de Analista Judiciário, especialidade Historiador, em seus respectivos quadros de pessoal.


Para Adan Bezerra Milhomem, técnico judiciário da Seção de Memória, Estudos e Pesquisas (Semep) do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a recomendação feita pelo CSJT é importante porque abrirá caminho para um novo olhar sobre a gestão e a preservação de documentos na Justiça do Trabalho. Segundo ele, ao preparar os processos judiciais para arquivamento, o historiador levará em conta que as ações formam um conjunto que será utilizado para compreender um determinado momento histórico.

“É importante entender que os processos não se resumem somente ao caso judicial, em si, mas eles também revelam traços culturais, sociais e econômicos de uma determinada sociedade. No caso do judiciário trabalhista, as relações de trabalho revelam mudanças determinantes na história do Brasil”, aponta.

Ainda segundo Adan, os acervos dos Tribunais também passarão a ser vistos com outros olhos, uma vez que poderão se tornar verdadeiros centros de memória e pesquisa. “A memória da Justiça do Trabalho não é somente história institucional, então com um trabalho bem executado será possível mostrar outro lado da história do Brasil que ainda não é reconhecida”, analisa. “É claro levará tempo e será um processo de construção até sermos uma referencia, mas quando acontecer, os arquivos dos TRTs não estarão mais abarrotados de processos, eles estarão recheados de fontes e momentos históricos”, concluiu.



Fonte: CSJT/ASCOM - Drielly Jardim 

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