segunda-feira, 26 de maio de 2014

Cota para negros em concursos não muda concorrência, diz especialista


Caso a presidente Dilma Rousseff sancione, até o fim do mês, o projeto de lei que destina 20% das vagas de seleções públicas para negros e pardos, alguns concursos serão até 40% reservados a cotistas. Isso porque estão em vigor a Lei nº 8.112/1990 e o Decreto nº 3.298/1999, que obrigam os órgãos a disponibilizarem de 5% a 20% do total de chances oferecidas às pessoas com deficiência. Apesar do tema ainda provocar polêmica, tanto especialistas quanto concurseiros acreditam que as cotas não vão tornar mais acirrada a disputa nos certames para ingressar na carreira pública.


O servidor público Jamilton das Neves Mata, de 31 anos, acredita que é a capacidade do aluno que estimula a concorrência e não a reserva de vagas. “Quem está se dedicando e estudando vai conseguir passar, não acredito que a concorrência vá mudar”, disse. O professor de antropologia da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho tem a mesma visão. “A competição não muda, só se torna mais justa. A decisão da cota racial para o serviço público reflete a diversidade da sociedade e serve como complemento para a que já existe nas universidades”, ressaltou.

Ele defendeu ainda a necessidade de uma reavaliação em torno das oportunidades no primeiro escalão. “A discussão de uma política de preferência deve ser feita com urgência”, observou. Se sancionada, a lei de cotas raciais para concurso público só poderá ser aplicada nos certames que oferecerem mais de três vagas. “De cinco candidatos aprovados, se um for negro, a preferência seria dele”, completou.


Fonte: Correio Web/Guilherme Araújo

5 comentários:

  1. Existem negros ricos e existem brancos pobres. A concorrência não muda, mas a cabeça do brasileiro pode sim mudar. Espero que não ressuscitem o racismo de tempos idos. Deveria ter sido criadas cotas para pobres cuja renda familiar não exceda certa quantia (com comprovação na posse).Aí, sim, daria todo meu apoio. Esse tipo de lei criada pelos políticos reflete a educação pobre do país.

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    1. Concordo plenamente, Ramalho. Como entender que a pessoa dita "de cor negra" rica tenha preferência em relação ao dito de "de cor branca" pobre??? Além do mais o critério é falho, pois uma pessoa pode herdar toda a precariedade de vida imposta àqueles que foram escravizados, porém, se não tiver herdado também a cor da pele, ficará ainda mais prejudicada, pois será preterida mesmo diante de pessoas mais abastardas mas que tem a pele escura.

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    2. abastaRdas, abastadas, bastaRdas, #vamos tds morrer mesmo....

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  2. Qual a porcentagem de pretos (ricos ou pobres) conseguem passar em um concurso para juíz hoje em dia?? Alguém me consegue este dado??

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    1. falar "preto" eh politicamente incorreto... eh "negro"... ou "afrodescendente".. E o cara aí de cima eh "analfabetofuncionaldescendente".. :)

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