quarta-feira, 14 de maio de 2014

Afinal, quanto custa passar em um concurso?


"Tudo na vida tem um preço". O sábio dito popular, apesar de antigo, pode facilmente ser aplicado à rotina de qualquer concurseiro, seja ele experiente, ou de primeira viagem. Ingressar no universo dos concursos de uma maneira responsável gera custos, e requer não só um planejamento de estudos, mas também financeiro. Contudo, todo o tempo gasto e o dinheiro investido podem ser devidamente recompensados com a aprovação. O especialista em concurso público, José Wilson Granjeiro, destaca três custos iniciais que são de extrema importância para que o candidato consiga se preparar com excelência. "Não podemos considerar como gastos. Mas sim, três investimentos necessários, como curso, material específico e taxa de inscrição. A taxa de inscrição, neste caso, é para o candidato treinar, fazendo provas antes do concurso principal. Com isso poderá se aprimorar em aspectos fundamentais como administrar bem o tempo, o nervosismo, controlar a ansiedade e, naturalmente irá se familiarizar com as provas das principais bancas", ressalta.


Granjeiro frisa que é difícil estipular um preço médio de mensalidade para cursos preparatórios devido à grande multiplicação desse tipo de estabelecimentos no país, mas que, em linhas gerais, os gastos para uma aprovação em um concurso de nível médio giram em torno de R$6 mil a R$9 mil. Para o nível superior, os gastos podem chegar a R$18 mil. Concursos mais prestigiados, que exigem três ou quatro anos de preparação, como a magistratura, por exemplo, podem exigir investimentos de até R$40 mil. Para o especialista, embora haja muitos cursos grátis na internet, tentar barganhar a preparação pode acarretar na demora para se obter êxito nos certames, visto que o investimento em concursos públicos é um dos poucos negócios em que o retorno acontece quase que de forma instantânea.

"O importante é enfatizar que, dependendo do concurso, todo o investimento feito tem retorno no primeiro salário. Por isso, trata-se de um investimento barato, já que nenhum empreendimento traz retorno tão rapidamente. Uma empresa, mesmo sendo franquia, onde se trabalha com marcas já conhecidas, demora no mínimo três anos para começar a dar lucros. O candidato, desde que haja condições para isso, deve se concentrar mais no gasto de energia para planejar os estudos, do que no gasto financeiro, pois conseguindo a aprovação o retorno é certo", afirma.

Granjeiro ainda analisa que por mais disciplina que o candidato tenha, estudar sozinho não é a melhor opção, por não existir a possibilidade da troca de experiências com outros colegas, e também não ser possível ter acesso a dicas valiosas dos professores. "O acompanhamento pedagógico é fundamental, porque o candidato tem um estudo mais bem direcionado. A troca de conhecimento, o estudo em grupo, as dicas de pessoas que já passaram em concursos, tudo isso contribui para o sucesso. Ter a humildade para acatar as sugestões passadas nos cursinhos já é um grande passo. São pessoas mais maduras, que já enfrentaram esse tipo de dificuldade", explica ele, lembrando que passar em um concurso exige outro tipo de investimento: é preciso apostar pesado na dedicação aos estudos, o que quase sempre exige abrir mão de parte da vida social, e até mesmo do convívio mais estreito com amigos e familiares. Embora esta parte não represente um gasto financeiro, isto é, não envolva cifras, ela traz altos custos emocionais. E também para 'bancar esse preço' é preciso estar preparado.

Rosângela Cardoso, que é coordenadora pedagógica do Curso Degrau Cultural, reitera o que disse Granjeiro. Porém, para ela, o principal auxílio que o curso preparatório oferece é a otimização do tempo de estudo. "O candidato precisa ter em mente que estudando sozinho o sonho de se tornar servidor público fica muito mais difícil, pois requer um enorme rigor com horários e planejamento de estudos. Geralmente as pessoas que estudam sozinhas despendem muito tempo com conteúdos que nem são cobrados nas provas. A ajuda dos professores em sala de aula direciona o aprendizado, otimiza o tempo, porque eles já conhecem o modelo de avaliação das principais bancas", afirma Rosângela, antes de fazer um alerta. "O sonho da carreira pública não é pautado no mais barato, mas sim, no mais preparado. Portanto, o candidato deve sempre optar pela escolha de cursos especializados, pois assim evitará ter que repetir inúmeras vezes o mesmo concurso até alcançar o emprego que tanto sonhou", finaliza.


Fonte: Folha Dirigida/Éros Mendes

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