terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Concurso do TRT do Rio de Janeiro: Sindicato considera oferta de vagas insuficiente


Seguem os preparativos para o concurso do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ), que vai oferecer 42 vagas para analista judiciário, área de apoio especializado, especialidade de Tecnologia da Informação (TI). Além disso, serão oferecidas uma vaga para analista judiciário, área de apoio especializado, na especialidade de Medicina (Psiquiatria), e duas para técnico judiciário, na área apoio especializado, na especialidade de Tecnologia da Informação.



O presidente do Sindicato dos Servidores das Justiças Federais no Estado do Rio de Janeiro (Sisejufe), Valter Nogueira Alves, apoia a iniciativa de se abrir o concurso, porém destaca que esse quantitativo ainda não é suficiente para atender às necessidades do TRT-RJ.

"O Sisejufe não só confirma a necessidade do concurso para a área de TI, como entende que 42 vagas são insuficientes para a estruturação da área de TI frente aos desafios da implantação e do suporte ao PJe", afirmou, acrescentando que a Justiça do Trabalho no Rio de Janeiro possui uma demanda processual que se configura uma das maiores do país, e com a implantação do PJe, o volume de procura ampliou. "Para conseguir dar conta do passivo e da ampliação da demanda, se faz necessário a ampliação do quadro de pessoal atual", disse.

Valter Nogueira explica que há carência de pessoal não somente para analista de TI. "É preciso uma estruturação de um quadro de TI compatível com a decisão de tornar a área de TI estratégica e estruturante para o processo de trabalho no TRT-RJ. Neste sentido, é preciso um quadro de analistas e de técnicos que possam desenvolver soluções para garantir que o processo eletrônico seja uma ferramenta de trabalho estável, acessível e transparente, tanto para o advogado quanto para o servidor. Para atender a estes requisitos, precisam de um quadro bem maior que o atual."

E explica quais são as principais reivindicações do Sisejufe. "Abertura de concursos para a reposição e ampliação do quadro de pessoal; fim de todas as formas de terceirização para atividades permanentes; e implantação da jornada de seis horas, com base nos estudos realizados sobre os impactos do PJe na saúde do servidor em jornadas superiores a 30 horas semanais", enfatizou.

E defende a realização de concursos periódicos, para cumprir a demanda do TRT-RJ. "O Sisejufe espera que a abertura destas vagas para concurso não seja única. Queremos um quadro de TI permanente, valorizado e que cresça de acordo com as necessidades do TRT-RJ. O contrário disto é dar espaço para terceirização."


Fonte: Folha Dirigida

Um comentário:

  1. A TI de modo geral é vista como ruim pelos tribunais. Deveriam investir muito mais. Joaquim Barbosa está certo. Digitalização dos processos já!

    ResponderExcluir