segunda-feira, 23 de setembro de 2013

O que é melhor: estudar uma matéria por vez ou todas ao mesmo tempo?


Uma pergunta que não cala entre os concurseiros: qual é a melhor estratégia de estudo? Estudar uma matéria de cada vez ou todas ao mesmo tempo?

Sem a pretensão da titularidade do monopólio da verdade absoluta, mas pautado pela convicção firmada com base nos fundamentos a seguir expostos, entendo que é melhor estudar várias matérias ao mesmo tempo.

Vamos aos fundamentos.

Primeiramente, estudar de forma modular, ou seja, estudar uma única matéria de modo a esgotá-la para, em seguida, passar a outra, tende a ser mais chato do que variar as matérias.

E isto pode impactar até mesmo na concentração, uma vez que o novo, que seria a matéria distinta, em função da variação, pode ter influência até mesmo em termos dopaminérgicos, isto é, de liberação de dopamina. E dopamina consiste num neurotransmissor importante para o mecanismo da concentração e atenção.

Não é de se descartar a possibilidade de que estudando apenas uma única matéria por vez, e avançando no domínio desta matéria, seja possível haver uma empolgação e envolvimento maior. Mas aí entra a lógica da subjetividade, ou seja, devemos considerar que "cada um é cada um". E esta compreensão que nos leva a questionar as abordagens achistas-universalizantes dos "especialistas" em preparação para concurso (sem especialização).

Outro fundamento importante envolve a lógica da neuroplasticidade. Segundo este conceito, quanto mais o nosso cérebro é demandado, mais tem capacidade de dar respostas. Neste sentido, estudar matérias diferentes ao mesmo tempo tende a proporcionar estímulos diferentes às nossas estruturas cognitivas.

Cabe também destacar que, considerando que construir memórias significa criar redes neurais, ao estudarmos matérias distintas, tendemos a estar transformando os conceitos correspondentes em novas redes neurais distintas.

Outro fundamento para sustentar a ideia de estudar várias matérias ao mesmo tempo, consiste na possibilidade de avançar de forma equilibrada, inclusive de modo a fechar todas as matérias do o programa do edital no mesmo momento. Quem segue a metodologia Tuctor e usa o modelo de grade simultânea, bem como seguindo o que o sistema estabelece, com toda a certeza matemática terminará todas as matérias do programa numa mesma semana.

Por fim, esta concepção também contribui com o desenvolvimento de uma visão sistêmica do conteúdo do edital, o que é importante nas provas.

Dessa maneira, não tenho dúvida de que o estudo de todas as matérias ao mesmo tempo (grade simultânea) é melhor que o estudo sequenciado (grade modular).

Mas podemos também adotar uma solução híbrida. Isto é, eleger um primeiro bloco de matérias que, após concluídas, terão seus lugares na grade tomados pelas que virão na sequência. No vale a pena adotar uma lógica de prejudicialidade e de relação conceitual. Por exemplo, antes de estudar Direito Administrativo estudar Direito Constitucional.

De qualquer forma, mesmo que concorde com os fundamentos apresentados, o mais importante é que você avalie o que é melhor para você.

Fonte: CorreioWeb/Rogério Neiva

2 comentários:

  1. Concordo em partes. Explico: quando misturo as matérias, acabo me perdendo, então, prefiro vencer matéria por matéria, fazer exercícios e após pular para outra matéria. Retorno na matéria anterior somente para corrigir e reforçar os erros obtidos nos exercícios. Mas, como você mesmo disse, cada um escolhe a forma que melhor se encaixa em seu perfil. De qualquer forma, valeu pelas dicas.

    ResponderExcluir