segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Pesquisa da FGV propõe reforma nos concursos públicos do Brasil






A Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentou na tarde desta sexta-feira uma proposta para reformular o sistema de concursos públicos do Brasil. A pesquisa, realizada em conjunto com a Universidade Federal Fluminense (UFF), foi feita a pedido do Ministério da Justiça e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).


Fernando Fontainha, professor da FGV Direito Rio e coordenador do estudo, afirma com convicção que a cultura das seleções públicas no país precisa ser modificada. "Os concursos hoje provocam um impacto avassalador no mundo sócio-profissional brasileiro. Estes processos seletivos deveriam ser um meio de avaliar competências, mas se tornaram um fim em si mesmos, em detrimento da administração pública, mas em prol de um mercado milionário. Estamos virando um país de concurseiros”.

Ao todo, 698 certames de 20 órgãos federais – realizados entre 2001 e 2010 – foram analisados na pesquisa. “Fizemos tudo com uma abordagem empírica. Ao estudar os concursos, tivemos uma dificuldade, pois não sabíamos onde começar, já que eles são uma realidade muito grande no país. Os editais de abertura acabaram virando o foco central de nossa atenção, pois não existem grandes obras ou publicações sobre o assunto”, afirmou o professor da UFF Pedro Heitor Barros Geraldo, que também integra o grupo de pesquisadores. De acordo com o docente, a pesquisa também tem o intuito de suscitar o debate sobre o tema. “Falamos muito sobre concursos, mas refletimos pouco sobre eles”, complementa.

A proposta prevê três tipos de recrutamento: o acadêmico, que avaliaria os conhecimentos adquiridos na vida escolar/universitária, com foco em diplomas e titulações; o burocático, que buscaria profissionais que já estão na administração pública, mas desejam se recolocar em novas funções, com perfis diferenciados; e o profissional, que daria prioridade a pessoas já inseridas no mercado privado, possibilitando a oxigenação da máquina pública.

O estudo apresentado hoje ainda está sendo avaliado pelo Ministério da Justiça e está passível de alterações. De acordo com o órgão, até o fim de abril, o documento oficial do estudo deve ser publicado. Participaram da reunião também o professor da Universidade de Brasília (UnB) Alexandre Veronese e as assistentes de pesquisa da UFF Camila Alves, Beatriz Helena Figueiredo e Joana Waldburger.

Confira abaixo os itens que integram a proposta da FGV:

  • Os valores das taxas de inscrições devem ser calculados de acordo com percentagens fixas em cima do salário da função pretendida; 
  • Seguindo o exemplo da administração pública francesa, os candidatos não poderão se inscrever mais do que três vezes em concursos para o mesmo órgão; 
  • No edital devem constar, além das atribuições dos cargos, as habilidades e competências exigidas para que ele seja exercido com plenitude; 
  • A vedação de concursos compostos apenas por provas de múltipla escolha e a inclusão de provas práticas em todas as seleções do país. A realização, também, de provas escritas discursivas com a função de emular ou simular situações reais da carreira pretendida; 
  • A formação de bancas organizadoras compostas com 50% de professores escolares ou universitários com no mínimo 10 anos de experiência na área e outros 50% de funcionários do órgão com pelo menos 10 anos de carreira; 
  • Transformação do estágio probatório em um período de formação profissional para o candidato; esta etapa, segundo o projeto, deveria ser composta de 1/3 de teoria e 2/3 de práticas supervisionadas; 
  • O monopólio estatal das atividades de organização dos concursos, com a criação de uma empresa pública que possa gerir todas as seleções.
Fonte: Papo de Concurseiro

9 comentários:

  1. Como diria o capitão Fábio (tropa de elite); "que me fude me beija caralho."rs

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    1. hahahahaha...
      tá foda, quando estou chegando perto, vem um filho da puta para fuder com tudo!

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  2. A FGV tá com inveja da FCC, CESPE E ESAF, por que não ganha um certame para ministrar. Vão procurar um lavado de roupa.

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  3. Sim, que ideias ridículas são essas aí? Isso aí serve só pra eles arrecadarem mais...

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  4. No governo da dilma, pode ocorrer de TUDO. A fdp ja revogou nosso direito a aposentadoria com o salario integral da funcao... nao duvido de mais nada.

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  5. Galera tive acesso ao email do grupo do professor Fernando Fontainha, vou disponiblizar o link para que vejam alguns emails trocados, ainda. Vejam a cara de pau, tem professor até dando ponto para aluno, para encher a palestra. tenho esse projeto na integra, logo disponibilizo tudo, além das tretas.
    http://www.facebook.com/fabio.fabio.9699?ref=tn_tnmn#!/AVerdadeSobreOProjetoDaFgv?fref=ts

    ou procurem no facebook: a verdade sobre o projeto da FGV

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  6. Pessoal também criei esse blog, para publicar as mensagens que as gestoras do MS MPOG, falam... uma prévia da entrevista. Divulguém, não vamos deixar essa falta de vergonha na cara e de incopetência tomar conta.

    http://concurso-publico-tdah.webnode.com/

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